“No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus.
Ele estava com Deus no princípio. Todas as coisas foram feitas por
intermédio dele; sem Ele, nada do que existe teria sido feito. Nele estava a
vida, e esta era a luz dos homens. A luz brilha nas trevas, e as trevas não
a derrotaram.”
João 1:1-4
“Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós”.
João 1:14
Jesus Cristo é o próprio Deus, Criador dos céus e da terra, e de tudo o que
neles há, o Senhor de todo o universo e Senhor da História.
Por causa do pecado que infiltrou na humanidade através do seu representante,
Adão, “todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Rm
3.23). Ninguém será declarado justo diante de Deus, por causa desta
separação entre o homem pecador e o Deus santo. “O salário do pecado é a
morte” (Rm 6.23).
Mas “Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo
o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu
Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por
Ele” (Jo 3.16-17).
Assim, “embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo
a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo,
tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana,
humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz” (Fp
2.6-8).
“Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com
as nossas dores; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.
Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa
das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e
pelas suas pisaduras fomos sarados”
(Isaías 53:4-5).
Somente através da cruz de Jesus temos o perdão dos pecados e somos
reconciliados com Deus. A morte que nós merecemos Jesus abraçou para si,
voluntariamente, por amor a nós, morrendo na cruz.
Mas a história de Jesus não parou na sua crucificação e morte. Ele
ressuscitou ao terceiro dia e venceu a morte de uma vez por todas. A morte,
como consequência do pecado, não tem poder sobre Jesus e nem sobre os que
crêem. Se Cristo não tivesse ressuscitado, teria sido mais um grande mestre
que ensinou coisas boas e a fé que ele trouxe teria sido inútil, assim como
a fé dos seus seguidores (2 Cor 15.12-13). “A morte foi destruída
pela vitória: onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu
aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a Lei. Mas
graças a Deus, que nos dá vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo”
(2Cor 15.55-57).
A salvação em Jesus Cristo se manifestou como o maior evento na História da
humanidade, a ponto de dividi-la em antes e depois dele. Séculos antes de
Jesus nascer, as profecias do Antigo Testamento já apontavam para este plano
de Deus para a redenção do pecado.
Assim, no tempo e lugar determinados por Deus, sob o regime do império
romano, em Nazaré, na cidade de Galiléia, uma simples judia virgem chamada
Maria, noiva de José, concebeu-se do Espírito Santo. E Jesus nasceu em Belém
da Judéia. Ele cresceu e foi batizado. Possuía um corpo humano e uma mente
humana, e teve emoções como qualquer ser humano. Ele foi tentado pelo diabo
a duvidar de Deus e passou pelos testes da sedução diabólica da comida, fama
e poder. Venceu todas as tentações. Ele se cansou em dias corridos, alegrou-se
com os discípulos quando faziam a vontade de Deus, entristeceu-se com as
dificuldades dos seus próximos, indignou-se com as injustiças, ficou
profundamente angustiado ao enfrentar a cruz. Sofreu com a rejeição dos
homens e o abandono dos discípulos e sentiu dores terríveis na sua morte.
Ao mesmo tempo, Ele foi plenamente Deus, conforme Ele mesmo declarou e
conforme atestam as Escrituras. Tinha atributos de Deus: curava doenças,
realizava milagres, tinha poder sobre os fenômenos da natureza e sobre os
demônios. Ele tinha a onisciência manifestada no conhecimento dos pensamentos e intenções dos homens. Possuía a autoridade de Deus de perdoar
os pecados. Tinha o poder de entregar a vida e poder para retomá-la,
confirmando a sua imortalidade na ressurreição.
Sendo assim, Jesus Cristo se tornou o único mediador entre Deus e os homens
para a redenção do pecado da humanidade, em obediência representativa para
ser sacrifício substitutivo em lugar do pecado dos homens.
“Conseqüentemente, assim como uma só transgressão resultou na condenação de
todos os homens, assim também um só ato de justiça resultou na justificação
que traz vida a todos os homens” (Rm 5.18). Ele é o nosso exemplo
e padrão de vida. É o nosso sumo sacerdote capaz de compadecer de nós e
interceder a nosso favor diante do Pai. “Portanto, Ele é capaz de salvar
definitivamente aquele que, por meio dele, aproximam-se de Deus, pois vive
sempre para interceder por eles” (Hb 7.25).
Como se vê, a fé do cristianismo não se baseia em abstrações filosóficas e
doutrinas humanas de moral ou de boas maneiras de viver. Mas está alicerçada
na Palavra de Deus e no relacionamento com o Deus vivo e único, manifestado
na pessoa de Jesus Cristo, que é o mesmo ontem, hoje e para sempre há de
ser.
Esta Salvação está disponível para todos. Pois Jesus disse: ”...quem vier
a mim eu jamais rejeitarei” (Jo 6.37). “...aos que o receberam,
aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de
Deus, os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da
carne, nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus”. João
1:12-13. O novo nascimento confere aos que crêem uma nova identidade: a
identidade de filho. “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura;
as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Cor 5.17).
Se “o salário do pecado é a morte”, “o dom gratuito de Deus é a
vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23). “Pois
vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom
de Deus; e não por obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8-9).